Os candidatos à reeleição nas capitais conseguiram um ótimo desempenho nas eleições municipais deste ano. Dos 20 prefeitos que queriam continuar no cargo, apenas um não foi reeleito – Serafim Correia (PSB-AM), em Manaus. Dos reeleitos, 13 conseguiram se garantir no primeiro turno e seis, no segundo.
Em 2000, quando pela primeira vez a reeleição municipal foi permitida, 16 dos 21 prefeitos se reelegeram. Quatro anos depois, oito dos 11 prefeitos candidatos continuaram no posto.
Dos prefeitos reeleitos nas capitais no domingo (26/10), três são do PT — Luizianne Lins (Fortaleza), João Coser (Vitória) e Raul Filho (Palmas) — e três do PMDB — João Henrique (Salvador), Dário Berger (Florianópolis) e José Fogaça (Porto Alegre).
Também conseguiram um novo mandato no segundo turno Gilberto Kassab (DEM), em São Paulo; Duciomar Costa (PTB), em Belém; e Wilson Santos (PSDB), em Cuiabá. Em Manaus, Serafim Corrêa perdeu no segundo turno para Amazonino Mendes (PTB), a quem havia derrotado quatro anos atrás.
Nas capitais, PT e PMDB conseguiram seis prefeitos cada. Em seguida, vêem PSDB (4), PSB (3) e PTB (2). PV, PP, DEM, PCdoB e PDT conseguiram, cada um, eleger um prefeito em capitais.
Grandes cidades
Nas 79 maiores cidades do país — 26 capitais e as 53 cidades com mais de 200 mil habitantes —, o PT conquistou 21 prefeituras. O crescimento mais expressivo foi do PMDB, que administrava nove entre essas cidades e passou para 17. O PSDB ficou em terceiro lugar, com 13 prefeituras. PDT, PSB e DEM conseguiram cinco cada. No grupo, os partidos da base aliada passaram de 52 municípios, em 2004, para 60.
No domingo, dos 27 milhões de eleitores habilitados a votar, 22,2 milhões foram às urnas, sendo que 20,5 milhões deram votos válidos, 551 mil em brancos e 1,1 milhão nulos.
O PMDB irá administrar a maior fatia do eleitorado e terá o maior volume de recursos em mãos. Irá administrar orçamentos de 1.207 municípios que somados chegam a R$ 47,7 bilhões anuais. A população do território peemedebista é de 28,6 milhões de pessoas.
O PT teve crescimento de 36,10% no número de prefeituras sob seu comando. Este ano, o número de administrações com o PT é de 558. Há quatro anos, o partido conquistou 410 municípios. Nas cidades dos petistas, os prefeitos terão R$ 32,2 bilhões por ano, ficando atrás do DEM, que terá em mãos R$ 32,9 bilhões. O partido deve maior parte desse volume a São Paulo.
Em seguida vem o PSDB, que terá R$ 28,6 bilhões por ano, enquanto o PDT terá B$ 13,1 bilhões. Os demais partidos, segundo o jornal Valor Econômico, vão gerir R$ 55,6 bilhões anuais com base no orçamento 2007.
O PT ficou em segundo lugar no número total de habitantes nas cidades em que elegeu prefeito: 19,9 milhões. Em seguida, estão o PSDB (17,6 milhões), DEM (15,8 milhões) e PDT (8,1 milhões).
O PMDB foi o segundo partido com maior aumento absoluto de prefeituras. Há quatro anos, ele conseguiu eleger o dirigente de 1.060 cidades. Com as eleições de 2008, o número saltou para 1.204 — o que representa aumento de 13,87%. O PSB icou em terceiro: de 174 prefeituras, passou ao comando de 314.
Os oposicionistas DEM e PSDB perderam prefeituras. O DEM perdeu 293 administrações. Nestas eleições, o partido conquistou 501 cidades. Há quatro anos, foram 794 municípios. A diminuição foi de 36,90%.
O maior aumento relativo foi do PCdoB. O partido conseguiu crescimento de 300% ao passar de 10 para 40 cidades. Em seguida, aparece o PTN, com crescimento de 200%. Em 2004, estavam em disputa a administração de 5.562 municípios. Nas eleições 2008, foram disputadas as prefeituras de 5.563 cidades.
Número de votos
No segundo turno, o PT foi o partido com o maior número de votos ao atingir a marca de 5,1 milhões. Só em São Paulo, Marta Suplicy conseguiu 2,4 milhões de votos. Logo atrás, está o PMDB, com 4,4 milhões de votos, e o DEM, com 3,8 milhões. PV (1,6 milhão), PSDB (1,5 milhão) e PTB (1,2 milhão) completam a lista daqueles com mais de um milhão de votos.
No primeiro turno, o PMDB teve 18,4 milhões de votos na eleição para as prefeituras. Já o PT ficou com 16,5 milhões de votos, seguido por PSDB (14,4 milhões) e DEM (9,3 milhões).
Mais de 312 mil foram candidatos a vereador este ano. Desses, 52.032 foram eleitos. O que dá uma média de 6,18 candidatos por vaga. Os 14.645 candidatos a prefeito disputaram 5.563, o que dá uma média de 2,63 por vaga. As mulheres conseguiram eleger 503 prefeitas e 6.512 vereadoras.
Reeleitos nas capitais:
Aracaju (SE): Edvaldo Nogueira (PC do B)
Belém (PA): Duciomar Costa (PTB)
Boa Vista (RR): Iradilson Sampaio (PSB)
Campo Grande (MS): Nelsinho Trad (PMDB)
Cuiabá MT): Wilson Santos (PSDB)
Curitiba (PR): Beto Richa (PSDB)
Florianópolis (SC): Dário (PMDB)
Fortaleza (CE): Luizianne (PT)
Goiânia (GO): Iris Rezende (PMDB)
João Pessoa (PB): Ricardo Coutinho (PSB)
Maceió (AL): Cícero Almeida (PP)
Palmas (TO): Raul Filho (PT)
Porto Alegre (RS): José Fogaça (PMDB)
Porto Velho (RO): Roberto Sobrinho (PT)
Rio Branco (AC): Angelim (PT)
São Paulo (SP): Gilberto Kassab (DEM)
Salvador (BA): João Henrique (PMDB)
Teresina (PI): Silvio Mendes (PSDB)
Vitória (ES): João Coser (PT)
Eleitos nas capitais
Belo Horizonte (MG): Márcio Lacerda (PSB)
Macapá (AP): Roberto Goés (PDT)
Manaus (AM): Amazonino Mendes (PTB)
Natal (RN): Micarla de Sousa (PV)
Recife (PR): João da Costa (PT)
Rio de Janeiro (RJ): Eduardo Paes (PMDB)
São Luís (MA): João Castelo (PSDB)
Revista Consultor Jurídico